A verticalidade do teu olhar deixa-me estacado,
Nesta imobilidade física de não ter para onde fugir.
Deixa-me também num estado de dormência total,
Onde os meus sentidos deixam de ter sentimento,
Onde os meus sentimentos deixam de ter sentido.
E assim, cada vez que tu me olhas nessa verticalidade,
Sinto-me apenas e só uma pálida imagem da minha própria existência, apenas acalentada pelo calor do teu olhar.